Uma nota de transparência antes de tudo: este guia é publicado pelo AnalisePreços, que é uma das ferramentas do mercado. Por isso ele não cita concorrentes nem monta tabela comparativa — seria juiz em causa própria. O que ele faz é listar critérios verificáveis, que você pode testar em qualquer demonstração, inclusive na nossa.
Os oito critérios
1. De onde vêm os preços
A pergunta mais importante, porque decide a defensabilidade de tudo o que sai da ferramenta.
Preço de contratação pública homologada é fato: alguém venceu um certame e assinou por aquele valor. Ele se encaixa nos parâmetros prioritários da IN 65. Cotação coletada de fornecedores, preço de varejo raspado da internet e tabela proprietária sem origem identificada são outra categoria — podem complementar, mas não sustentam sozinhos.
Pergunta para a demonstração: "esse preço aqui na tela — de que contratação ele veio? Me mostre o órgão, a data e a modalidade."
2. Rastreabilidade no relatório
Não basta a ferramenta saber a origem; o relatório precisa carregá-la, item por item. É o que o controle confere, e o que não é conferível é tratado como não comprovado.
Pergunta: "me mostre um relatório pronto. Cada preço tem órgão, data e valor unitário identificados?"
3. Método de cálculo aberto
Média e mediana precisam sair de fórmula declarada e auditável — e nenhum número do relatório pode ser gerado por inteligência artificial. IA que ajuda a buscar é produtividade; IA que produz o número é um risco que você não consegue explicar ao controle.
Pergunta: "a IA de vocês toca em algum número do relatório? Como a mediana é calculada?"
4. Busca por lista, não por item
A diferença entre cotar um item e cotar uma contratação. Se a ferramenta exige buscar item por item, o gargalo de tempo continua — só muda de endereço. O guia sobre onde o tempo vai mostra a aritmética.
Pergunta: "posso entregar a planilha do setor requisitante, com 80 itens, e receber tudo cotado? Quanto da minha atenção isso exige durante o processo?"
5. Tratamento de unidade de fornecimento
Caixa, fardo, pacote e unidade precisam virar preço unitário comparável — automaticamente ou com apoio da ferramenta. Sem isso, a comparação é falsa e o erro número 5 entra no processo.
Pergunta: "um resultado por caixa com 50 e outro por unidade: como a ferramenta os torna comparáveis?"
6. Busca que entende descrição, não só texto
A descrição do requisitante nunca bate com a do catálogo — é o problema do CATMAT. A busca precisa achar o item por equivalência de significado, não só por palavra exata.
Pergunta: "busque 'caneta azul' e me mostre se acha os itens catalogados com a descrição técnica completa."
7. Filtro regional
Preço de município vizinho representa melhor a contratação que média nacional — a geografia mexe no preço. A ferramenta deve mostrar a distância e permitir limitar o raio.
Pergunta: "consigo ver a distância de cada preço até o meu município e limitar a busca a um raio?"
8. Modelo de cobrança e forma de contratação
Cobrança por usuário pune o órgão que quer espalhar o uso — e o uso espalhado é o que faz a ferramenta valer. E a contratação precisa caber no seu processo: dispensa ou pregão, com documentação pronta para o termo de referência.
Pergunta: "quanto custa se eu cadastrar toda a equipe? E como o órgão contrata — qual a descrição do objeto?"
Sinais de alerta
Alguns comportamentos, em qualquer demonstração, merecem atenção redobrada:
- Origem vaga. "Nossos preços vêm de diversas fontes" sem conseguir mostrar a contratação por trás de um preço específico.
- Número sem fórmula. Um "preço sugerido" que ninguém sabe explicar como foi calculado.
- Demonstração só com dados de exemplo. Peça para buscar um item real da sua última contratação, no seu estado.
- Contrato que trava a saída. Fidelidade longa em ferramenta é sinal de que a retenção não viria do produto.
Como testar de verdade
Demonstração boa é a que roda o seu caso: leve a lista real da sua última contratação — a planilha como ela veio do setor requisitante — e peça para a ferramenta processá-la na sua frente. Trinta minutos com dados reais valem mais que qualquer apresentação.
É também o teste que nós preferimos: o AnalisePreços oferece 7 dias de teste com uma lista real do seu município, porque os oito critérios acima são exatamente os pontos em que o produto foi construído para se sair bem.